Home
Equilíbrio: Conceito e prática da sustentabilidade PDF Imprimir E-mail
Escrito por Marcon   
Sex, 20 de Agosto de 2010 17:23

O caminho é agregar valores sustentáveis

A tese sobre a sustentabilidade é extensa e complexa. Engloba do meio ambiente, desenvolvimento social e equilíbrio financeiro, a partir de uma visão criativa da economia e um planejamento realista. Apesar de parecer recente, a discussão e vem desde a década de 40, mas ficava restrita à Europa, Canadá e EUA.

 No início, os países desenvolvidos estavam preocupados principalmente em criar mecanismo para conter o mistério nos países asiáticos e na região subsaariana. Segundo prognósticos maltusianos e neo-maltusianos, faltariam alimento aos pobres e espaço no planeta aos ricos. Tudo culpa do consumismo.

As saídas apontadas, nem sempre em harmonia entre si, eram pelo avanço tecnológico e científico – que ampliaria a produção de alimentos e reduziria a poluição industrial – e pelo controle do consumo, via conscientização.

O Brasil entrou na conversa a partir dos anos 90 e com muito pouco a oferecer, além de seus recursos naturais, de seus biomas ricos em diversidade animal e vegetal, mas com indústrias poluidoras. Logo, porém, as empresas brasileiras, empurradas pelas multinacionais, também se organizaram e passaram a discutir em profundidade o assunto, que se fechou sobre os porquês e como se livrar de um suposto aquecimento global, capaz, novamente, de  colocar o planeta em colapso.

Hoje pode-se dizer que o conceito de estrutura sustentável faz parte da maioria das grandes empresas fixadas em países democráticos. Esteja onde estiver no mapa-múndi, a preocupação com o meio ambiente e o social, se não é, deveria ser inerente a essas corporações. As que lideram o movimento em prol da  sustentabilidade ganharam inclusive tons orientais, com palavras novas em seus vocabulários internos, o que demonstra também a globalização das estratégias em comum.

Os gestores de ponta vão além de ações para cumprir as legislações ambientais e avançar para o campo da filosofia, falando em valores morais coletivos, interdependência, serenidade e síntese.

FINANÇAS

 

O equilíbrio financeiro, por sua vez, sempre foi e continuará sendo a condição sine qua non do mercado e é ele que permitirá a continuidade do negócio no Longo do prazo. Está diretamente relacionado à lei da oferta e procura, pois seu fundamento é a necessidade do consumidor, seja ela culturalmente conhecida ou a construir. Por isso a elaboração do projeto precisa ser acertada, levando em conta todos os custos e tempo previsto para o retorno. Só assim será possível dimensionar o volume dos recursos necessários a ser levantado  até que o negócio se solidifique. Erros nessa fase podem comprometer totalmente a perenidade da iniciativa.

Não se pode esquecer que as mudanças conceituais, têm influência nas exigências dos consumidores, que migram gradativamente aos produtos e serviços ambiental e socialmente sustentáveis. Tanto é que os ambientalistas sempre lutaram pela propagação de possíveis impactos na natureza de projetos que consideram inconsistentes, injetando certa dose de catastrofismo para colher sensibilização e conscientização popular.

O objetivo – um misto de realismo com utopia – é que o cidadão comum também tenha uma visão sustentável e se torne consumidor moderado, avesso ao desperdício.

Pode – se dizer que, nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, busca – se um ponto de equilíbrio para evitar que os excessos atrapalhem os avanços tecnológicos e as políticas sociais para o desenvolvimento das nações. Mas o fato certo é que as empresas não podem perder de vista a necessidade de desenvolver, com urgência, um sistema limpo de produção e gestão.

É a partir desse ponto de inflexão que se deve analisar as pequenas e médias empresas, que precisam estar consciente de que fazem parte de um debate global. Tanto é que a sociedade está atenta aos seus passos, para que agreguem valores sustentáveis em seus processos de conquista de mercado.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Como temos discutido nas edições anteriores, o empresário que estabeleceu um bom relacionamento com seus clientes e investe no aperfeiçoamento de seus produtos e serviços, deve ter captado em suas pesquisas domésticas, para orientar as melhorias, que a preocupação dos consumidores é com uma empresa sólida, posicionada em um plano considerado ideal. Ou seja, com desempenho econômico otimizado a partir do fortalecimento de sua relação com a comunidade e dos cuidados do meio ambiente.

Essa harmonia, mesmo que ainda a ser alcançada, deve estar na compreensão de cada colaborador, parceiro e fornecedor. Equivale a dizer que a empresa precisa   agir com transparência, respeito e eficiência para que toda a cadeia produtiva a veja como um diferencial, que repercutirá positivamente sobre toda a sociedade.

Os investimentos, sejam eles em tecnologia ou pessoas, devem estar alinhados com essas referências. Outro aspecto, é o emocional. Os colaboradores devem estar determinados a defender a política proposta pela direção. Esse convite à ação coletiva se fortalece com cursos, palestras e treinamentos.

Amarradas as pontas, as chances do negócio perdurar  são muito grandes. O monitoramento do sucesso ganha tempo real, seja via instrumentos, seja via diálogo aberto com o público, que vai se ver respeitado pelo empreendimento. Como se trata de um processo complexo, o empreendedor não pode se perder com pressões superficiais, pois cada atividade tem suas limitações. O importante é estar disposto a avançar sempre para superar os limites a cada dia. 

VOCÊ NÃO PRECISA DE EMPREGADOS, PRECISA DE “SÓCIOS”!

Muitos empreendedores acreditam ainda que o sucesso de um empreendimento depende de pessoas diferenciadas, que assumem riscos, que não se contentam com a mesmice, que são autossuficientes, por isso, não precisam de sócios. Sem dúvida, uma parte desse pensamento tem fundamento prático, porque de fato não se chega a lugar algum sem boa dose de obstinação, característica comum dos grandes líderes. No entanto, o individualismo excessivo, de quem se vê como herói, se impõe um mercado altamente competitivo com garra e bravura  e vence, é pura ficção.

É claro que os negócios de sucesso sempre tiveram em sua gênese alguém especial que vislumbrou o que a empresa seria um dia e acreditou que poderia construir uma grande organização. Mas isso não se constrói sozinho.

O que diferencia o empreendedor de sucesso dos demais, que tentam e não atingem grandes patamares de desempenho, é que os primeiros se cercam de pessoas especiais, também empreendedoras, e que formam uma equipe que faz acontecer.

No aspecto econômico, encontrar aliados para fortalecer a capacidade de resistência do negócio até que ele se consolide é fundamental. A união de cérebros, experiências e dinheiro é uma estratégia poderosa e eficaz.

Parece óbvio, mas trabalho em equipe é essencial para o sucesso em empreendedorismo e isto não é discurso, é fato. Porém, há muitos empreendedores que não se atentaram para isso no processo de organização e desenvolvimento de seus negócios e acabam falindo. O empreendedor na ativa, que busca se posicionar com vantagem no mercado, precisa, em primeiro lugar, responder às velhas perguntas: QUAIS SÃO MEUS PONTOS FORTES? QUAIS SÃO MEUS PONTOS FRACOS? QUE TIPO DE PESSOA DEVO TRAZER PARA O NEGÓCIO QUE COMPLEMENTE MEU PERFIL, OU SEJA, QUE TENHA PONTOS FORTES QUE SUPRAM MEUS PONTOS FRACOS? Porque não é fácil  encontrar sócios com perfis que agreguem valor. E se não forem respondidas preliminarmente essas sentenças, o risco de errar a mão é muito grande.

Se ao buscar um sócio, você não identificar nas pessoas contatadas o perfil complementar aos seus, tome cuidado, pois muitos negócios têm problemas no relacionamento entre sócios justamente pelo fato de a sociedade ter sido determinada não por critérios de complementariedade, mas por questões apenas de empatia, por laços familiares, entre outros motivos. Sociedade é importante, é essencial e determinante para o sucesso de uma iniciativa. Por isso deve ser tratada como assunto sério, recebendo a devida atenção do empreendedor, que não pode se deixar levar por fatores superficiais ou periféricos.

Isso não significa que se deve alimentar a ideia errônea de que sócio é algo complicado, que sempre está querendo levar vantagem e “deixar você para trás”. Este mito é difundido porque muitos dos que tentam e não conquistam o sucesso sofrem deste problema e acaba propagando o erro pessoal com ressentimento. Mas a causa está na escolha dos sócios e não no fato de ter sócio.

SUSTENTABILIDADE

 

Não bastassem as dificuldades básicas para fazer um negócio prosperar, a estrutura organizacional precisa estar harmonizada com os conceitos atuais de produção sustentável que incorporam valores adicionais no relacionamento entre colaboradores, com a sociedade e o meio ambiente, estabelecendo um novo olhar para o mundo, que desperte a criatividade e estimule o empreendedorismo. O que significa agir em equipe, com uma postura pró-ativa e estratégias claras para alcançar um bom desenvolvimento orgânico.

Este é um desafio a todas as empresas, inclusive àquelas que já estão consolidadas. Tanto é que o movimento no mercado de trabalho é para atrair colaboradores que consigam se mostrar competentes nesse novo ambiente. Nesse momento, de conquistar talentos, as ideias convencionais de patrão e empregado quase que se apagam para dar espaço a um relacionamento aberto e desafiador. Os patrões que não se predispõem a esse tipo de relacionamento sofrem e correm o risco de ficar com uma equipe mediana, de pouca luz. Por outro lado, a empresa que percebeu a necessidade de apresentar sempre novas vantagens àqueles que apresentam soluções aos problemas enfrentados corre na frente. O desafio é superar as próprias limitações, sempre, e em todos os sentidos, seja na hora de encontrar um sócio, seja na hora de contratar um novo integrante da equipe.


Fonte: Boletim do Empresário de Agosto de 2010 - Prática Assessoria Contábil.

atualizado em Sex, 20 de Agosto de 2010 17:41
 

Adicionar comentário

Os comentários aqui postados são de inteira responsabilidade dos seus autores e não necessariamente reflete a opinião da Assessoria Agropecuária Marcon.


Código de segurança
Atualizar